setembro 25, 2006novembro 07, 2005Até à próxima
“E é por isso que choras, porque nada te satisfaz, porque se o adversário está em pé não descansas enquanto não o deitas e quando está deitado sofres que nem um parvo porque o puseste ali, porque és assim um poço de contradições, porque vives todos os dias como se fossem o ultimo não porque amas a vida mas porque desejas que realmente o fosse, por tudo isso e por mais um bocado: ODEIO-TE!!!” Desculpem o desabafo…. I’m gone… P.S. O que está entre aspas foi escrito para ser lido de uma só vez sem respirar e com o tom mais alto que conseguirem, é assim que o ouço... Obrigado pelos "bocados de tempo" que perderam no meu pequeno mundo.
outubro 21, 2005outubro 10, 2005Reflexão
Mais uma vez ficou provado que em Portugal continua a ser “mais do mesmo”… É incrível e acho que deveria ser alvo de estudos de todas as entidades notáveis das áreas envolvidas, o facto de Portugal ser o único país onde se faz reciclagem de políticos, e este facto é mais visível nas eleições autárquicas em que assistimos a recandidaturas de actuais presidentes nas suas câmaras ou de candidatos derrotados em câmaras novas (caso para dizer “não sou eu que não sei dançar é o chão que está torto”, como quem diz eu sou bom o sitio é que não prestava). Assim resta-me dizer que o país vai continuar na mesma, obviamente, se as pessoas são as mesmas porque se havia de mudar, já dizem os adeptos de futebol “em equipa que ganha não se mexe”, facto que não deixa de ter lógica mas que tem como resultado estádios mais vazios, ao fim e ao cabo tal como nas eleições o resultado tem sido mesas de voto menos cheias. Apenas mais uma alusão, porque mais uma vez se prova que eu não gosto de politica, a honra é reservada ao Sr. Dr. Marques Mendes (não sei se o título está correcto), agradeço-lhe o esforço em tentar explicar o que eu quero para Portugal (que é como o Sr. Dr. diz, o que os portugueses querem para Portugal) mas aviso-lhe que foi inglório porque é difícil a quem não conhece as pessoas dizer o que lhes vai na alma, este comentário apesar de estar em seu nome é válido para todos os seus colegas, adversários ou não, a alma das pessoas não se revela no aperto de mão que levam uma vez de vez em quando. P.S. Seria engraçado tentarem uma vez fazer eleições autárquicas só com candidatos independentes, sem filiação nem apoio de partido algum. P.S.2 F#$%-&! que até os cânticos de apoio aos candidatos são retirados do futebol... P.S.3 Seria mais engraçado ainda se em vez de tentarem adivinhar o que os portugueses querem para Portugal nos dissessem vocês o que querem para Portugal, ainda não se aperceberam mas é disso que estamos à espera.
setembro 30, 2005A nossa relatividade (ep. VII)
“Há em mim uma vontade crescente de morrer” confidenciou-me um dia, vindo de um qualquer até poderia assumir aquilo como uma brincadeira, mas tendo sido ele dificilmente seria uma afirmação para tomar de ânimo leve. Vários pensamentos me percorreram desde então, a sua crença inabalável que não passaria dos quarenta anos, o facto de o ter tentado duas vezes antes, algo que por si só reforçou a crença dos quarenta anos, e o facto de o saber sem nenhum medo de morrer, corroboram a minha duvida de que exista alguém que seja tão despojado de vida como ele e temo que em breve poderão descobrir algures, escrito por um outro o ultimo episódio da relatividade destas coisas.
Não sei que lições poderão tirar desta série de textos, nem se devem tirar alguma, e muito menos que eles, os textos, mereçam análises tão profundas, mas foi um pequeno relato de coisas grandes que me fazem. Uma nota final já que será esta a ultima vez que em principio me dirijo a vocês para dele falar, nem toda a gente nasceu para viver e essa, no fundo, constitui a relatividade da vida. O Cabelo tapa um dos olhos como que escondendo o brilho que surge quando da sua morte fala, “Queria morrer lentamente, para saborear cada segundo da despedida de algo que nunca quis.” setembro 27, 2005Barcelona
Numa cidade tão grande dei por mim a olhar pormenores, a ser acariciado por ruas, a ser dominado por sons.
Às vezes sonhamos sonhos de sonhar acordados, mas isso só acontece às vezes, existe dualidade por todo o lado o velho junta-se com o novo, o tradicional como o moderno, as paredes austeras dos antigos com as curvas dos novos, e o sonho continua, porque Barcelona: “irás continuar a ver-me por aí de vez em quando, sempre que o tempo o permitir não hesitarei em voltar para sentir o teu abraço”. Fiquem com bocadinhos de Barcelona, pode ser que algum dia me entretenha a dar-vos os bocados maiores. ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() setembro 09, 2005Noticias de ultima horaVarias organizações de saúde prevêem a presença de ebola durante as próximas semanas algures na vizinha Espanha… Sim meus caros, durante duas semanas não me metem esses microscópios electrónicos em cima… Estarei por aqui a saborear 2 semanitas de descanso e aproveitar para conhecer a cidade berço do meu pintor favorito. Voltarei para vos infectar um dia destes P.S. Se por algum acaso por lá andarem o sitio mais provável para serem infectados será algures por aqui, ou numa qualquer esplanada de uma qualquer praça do bairro gótico... (nada de piadas fáceis...) A nossa relatividade (ep. VI)
Não sei quanto tempo passará até à próxima vez, não sei quanto tempo passou entre as duas vezes que tentou, não vos cheguei a contar do comboio, mas também não o vou fazer, deixou marcas em muita gente, não só nele, falo de marcas psicológicas e não físicas, não houve um arranhão sequer para contar uma história que de tão rocambolesca parecia um filme, não foi preciso… Tratava-se agora de matar de dentro para fora, já que de fora para dentro não fora capaz.
Vive num inferno, não tem problemas psicológicos de maior, tirando a depressão da “moda” é uma pessoa absolutamente normal, com um trabalho normal, a quem a vida corre bem, não fosse pela estranha tendência para a tristeza podíamos afirmar que era uma pessoa normal. Todos os dias anda de comboio para ir trabalhar, largou o carro, que utilizava como desculpa para se isolar mais um bocado, comprou um leitor de mp3, não para ouvir música durante o caminho mas para se abstrair do barulho do mundo, é, o barulho do mundo incomoda-o ás vezes, nessas alturas aumenta o volume, vira-se para a janela e fixa os carris, é aí que ele relembra os passos do dia do comboio, ao contrário da primeira vez, nesta ele lembra-se de tudo com pormenores doentios, nestas e nas alturas em que ouve o comboio aproximar da estação, engraçado, embora neste caso exista uma ligação directa, como pequenas cenas nos trazem á memoria grandes filmes. O que lhe dói mais, é que quem olha para ele não o vê, ninguém o vê, por vezes nem ele se consegue ver, por vezes tem que fechar os olhos e com muito esforço lá consegue vislumbrar um vulto sempre de costas voltadas, a tristeza não o abandona, mas também, “Quem se preocupa?!” |













